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Após quarentena, comércio e serviços de Gravatá têm volta gradativa

Através de live na última segunda-feira (13), o prefeito Joaquim Neto apresentou como seria feita a reabertura gradativa dos estabelecimentos comerciais e de empresas de prestação de serviço na terça-feira (14), e as restrições e medidas necessárias na nova rotina em meio à pandemia do coronavírus.

O cotidiano da população sofreu alterações em todo mundo, e se reinventar não é uma saída, é uma necessidade para dar continuidade ao curso da vida.

Os protocolos, medidas e ações emitidas pelas autoridades da saúde do Governo do Estado e do município de Gravatá, criaram uma nova rotina que busca conviver com o universo de um vírus muito pouco conhecido. Enquanto a vacina não chega.

A palavra é ADAPTAÇÃO, para depois de mais de cem dias com as portas fechadas, parte do comércio e prestadoras de serviço de Gravatá, seguir as normas sanitárias estabelecidas pelo estado/município para manter-se aberta, receber clientes e a vida econômica ir voltando ao normal.

DECRETO 059.2020

A melhor metáfora imediata que surge na cabeça para definir essa retomada é a de uma população em ‘cima do muro’. Alguns estabelecimentos vão sentir o receio das pessoas, enquanto outros, apesar de terem adotado as medidas necessárias e estarem seguindo a série de normas sanitárias, não vão saber como agir diante o desrespeito de uma minoria de pessoas que em entrar no estabelecimento sem o uso de máscara (e a utilização desse item é obrigatória).

Na manhã dessa quarta-feira (15), precisei ir ao centro da cidade, e por incrível que pareça, vi cliente de loja batendo boca com o funcionário do estabelecimento por ele dizer: “aguarda um pouco, pois precisamos de ter cliente saindo para outro entrar e ser atendido, ”não pode aglomerar”, e ele respondeu “e eu vou ficar na calçada de enfeite”. Eu percebi que ainda tem gente que não entendeu a situação, acho ótimo o cliente querer comprar e ajudar o comerciante. Mas temos que nos preocupar também com o outro e respeitar a reabertura das atividades, para que tudo não seja fechado novamente, e só os serviços essenciais funcionem com deslocamento limitado.

No geral, minha voltinha responsável pela cidade, me fez ver um comércio tentando voltar a sua rotina. Tem ambiente que as pessoas não se aglomeram e outros nem tanto. Vi grupos de até cinco pessoas paradas de máscara batendo papo. E alguns estabelecimentos cumprindo protocolos, como disponibilização de álcool gel, exigindo o uso de máscara, protegendo funcionários e clientes, higienizando os ambientes, não deixando aglomerar, cumprindo a questão da metragem de distância.

Mas também encontrei pessoas que não são parceiras no combate ao coronavírus e estavam sem máscara, outras que burlaram a fiscalização no controle de entrada das lojas e que não cumpriam a distância mínima e se aglomeraram.

Foram estabelecidas uma série de recomendações a serem seguidas pelos estabelecimentos, prestadores de serviço e pelas pessoas, que buscam dar mais segurança aos clientes e usuários, gerando o controle da circulação da Covid-19. A adaptação dos moradores de Gravatá deve ser imediata, considerando a primeira necessidade que é não ser infectado nem infectar ninguém do novo coronavírus.

Não confunda gripe ou alergia com sintoma da Covid-19

Com a queda e instabilidade das temperaturas, o ar seco e frio, comum no inverno age nas vias respiratórias e as inflamam. Em tempos de Covid-19, é preciso ter muita cautela. Os ambientes ficam mais fechados, com menos circulação de ar, e facilitam à propagação do vírus pelas gotículas.

Entre as doenças respiratórias que aumentam nesta estação do ano estão gripes, resfriado, pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, rinite e sinusite. A asma, que atinge entre 10% e 25% da população brasileira, e a rinite, que segundo estudo ISSAAC (Internacional Study of Asthma and Allergies) compromete cerca de 26% crianças e 30% dos adolescentes, são as mais prevalentes. Dentre essas, a gripe é a que mais pode ser confundida com a Covid-19.

Os sintomas das doenças alérgicas e respiratórias se assemelham aos da doença causada pelo novo coronavírus: espirros, coriza, obstrução nasal, coceiras no nariz, ouvido, garganta, tosse e falta de ar. E que apresentam geralmente febre, dor de cabeça, indisposição, tosse que pode ser seca ou produtiva, dor de garganta e sintomas nasais como obstrução nasal, coriza, espirros, além da falta de ar.

As alergias não causam febre, ao contrário do que acontece em pacientes com a Covid-19. Portanto, muita atenção aos sintomas para não ir ao pronto-atendimento desnecessariamente, colocando a sua vida e a do outro em risco.

O Ministério da Saúde desenvolveu um material que pode auxiliar a população a identificar os sintomas de cada quadro clínico. Confira:


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