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Audiência pública debate a crise hídrica em Gravatá na Câmara de Vereadores

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Na manhã desta terça-feira (21), às 9h. Aconteceu na Casa Vereador Elias Torres, a audiência pública da COMPESA, para informar sobre as irregularidades do abastecimento de água na cidade de Gravatá.

A audiência protocolada pelo presidente da Câmara de Vereadores Leo do Ar, contou com a presença do gerente regional da COMPESA Ricardo Malta, que prestou informações sobre o não cumprimento por completo do calendário de abastecimento de água na zona urbana e rural do município, e sobre o desafio de atender toda uma população diante a escassez de água.

O evento aconteceu no mês das águas, e teve o plenário composto pelo presidente da Câmara Leo do Ar, do vice Bolo da areia e do primeiro secretário Toinho da rodoviária. E contou com a presença de vereadores, representantes da população de diversas localidades, que falaram de dias sem um pingo de água na torneira.

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Para o gerente da COMPESA Ricardo Malta: – “Vivemos um grande problema devido à estiagem. Temos que buscar soluções para evitar o desabastecimento de água potável em Gravatá”.

“Apesar de termos mananciais, Gravatá precisa superar desperdícios. Pois o único sistema que abastece Gravatá é Amaraji/Vertentes. E Amaraji se encontra com o seu menor volume de água em dezesseis anos”.

“Como Gravatá tem um relevo bastante acidentado, com muitas elevações, isso dificulta a distribuição da água em diversas localidades. As regiões mais baixas da cidade tem água por mais tempo, já as regiões mais altas, dependem de bombas. A zona rural depende de bombeamento de estações e adutoras. E se elas derem algum problema, a manutenção deve estar entrosada para solucionar o imprevisto e a água chegar até a casa do cliente”.

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O presidente da Câmara Leo do Ar perguntou: – “O que significa no atual calendário, o abastecimento 2×15? Dois dias com água e quinze sem”?

“Isso quer dizer que são 2 dias que a água é liberada para aquela localidade, não são 48 horas que vai ter água na casa de cada cliente. Em alguns pontos pode ser 24 horas, 15 horas, por serem mais elevados. E lógico que a parte mais baixa do setor vai pegar as 48 horas, segundo Ricardo Malta”.

“A primeira etapa da adutora de Amaraji, que evitou que Gravatá entrasse em colapso é um dos maiores desafios enfrentados pela COMPESA no momento atual, pois os agricultores de Chã-Grande, por onde passa a rede de tubulação, perfuram os tubos para irrigar seus plantios. E essas perfurações são em locais imprevisíveis/desconhecidos, e este é um dos motivos mais sérios para o não cumprimento do calendário de água”.

O vereador Leo do Ar, perguntou ao gerente da COMPESA, qual o motivo do Loteamento Santana está sem água a mais de 50 dias.

“Esse é um caso pontual, que deve ser estudado, muitas vezes é um problema de obstrução que se complica por passarmos 15 dias sem água e somente 2 dias com água, para se achar onde é o problema”.

Em seguida, foi dada a oportunidade de 5 moradores de diferentes localidades fazerem perguntas ao gerente da COMPESA Ricardo Malta.

Entre a senhora Vera (Prado), Marta Bernardo (Lagoa do Fernando), o senhor Genilson (Bariloche), Walter Denis (Prado) e Cosmo (Cohab I). O caso da Lagoa do Fernando, foi o que mais chamou a atenção do gerente da COMPESA Que marcou reunião com a comissão de moradores, ainda pela manhã para buscar solução para esse problema/desafio.

Os parlamentares frisaram a situação observada em todo município, cujas consequências vêm se alastrando tanto na zona urbana como na rural. E perguntaram ao gerente Ricardo Malta, se já existe um projeto emergencial.

Ricardo Malta tranquilizou a todos dizendo:

– “Apesar do momento de caos, posso afirmar que medidas emergenciais estão sendo tomadas com o intuito de melhorar o problema de abastecimento de água.”

“Eu me coloquei a disposição para ajudar a cidade, com o meu conhecimento e minimizar os efeitos da falta de água desde o início da crise. E peço tranquilidade a população, pois com a segunda etapa das obras da adutora de Amaraji concluída, a cidade de Gravatá vai respirar aliviada ao sentir os efeitos positivos dessa obra de abastecimento”.

Após a explanação de Ricardo Malta sobre as perguntas feitas pelos moradores e parlamentares. É bom lembrar que os fatores para essa crise de abastecimento não podem ser apenas atribuído à falta de chuva, mas também a falta de consciência da população em relação ao uso da água.

Devemos ter consciência que Gravatá tinha abastecimento de quatro barragens, e hoje a cidade tem apenas o sistema de uma barragem.

Escritório local COMPESA: 34198333

Valéria de Fátima


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