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Perda irreversível da audição é causada pelo uso irregular de fones de ouvido

Esse é o alerta feito pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). A presidente do CFFa, Thelma Costa, alerta que as perdas auditivas por causa do ruído vem aumentando entre a população, tanto pelo ruído industrial, quanto por equipamentos de som.

A presidente e especialista em audiologia Thelma Costa, orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume dos fones de ouvido. “Se você estiver a 1 metro da pessoa e ouvir o que ela está escutando, ela provavelmente terá uma perda de audição. A 1 metro de distância, você não deve ouvir o que a pessoa está escutando no fone de ouvido”.

A orientação é baixar o volume.

Existem várias situação que podem causar problemas de audição e muitos delas são preveníveis. As causas para a perda de audição dependem da fase da vida.

Os bebês, por exemplo, podem nascer com deficiência auditiva por problemas na gestação, quando a mãe é usuária de drogas, teve sífilis ou rubéola durante a gravidez, ou problemas no parto. “Por isso é importante fazer o teste da orelhinha na maternidade, para saber se nasceu surdo ou não e intervir, se necessário”, disse.

Nas crianças, as otites devem ser tratadas com cuidado e a vacinação deve estar em dia. Doenças como meningite e caxumba podem causar perda de audição, por exemplo, e há vacinas disponíveis na rede pública.

Já no caso dos adolescentes, além do uso irregular dos equipamentos de som, eles podem ter as mesmas patologias das crianças.

Em adultos nas causas que não são preveníveis, estão doenças como a otosclerose e AVC, além das perdas progressivas causadas pela idade. “Mas há muitas que se consegue prevenir, principalmente por exposição ao ruído”, enfatizou Thelma.

Para a presidente do CFFa, a tecnologia de aparelhos auditivos melhorou muito ao longo do tempo, inclusive sendo implantada dentro do ouvido. Entretanto, mais importante que a amplitude do som é a qualidade desses equipamentos. “Antigamente, se colocava o aparelho e ele aumentava o som. O paciente escutava, mas continuava sem compreender. Hoje é como se aumentasse o volume com um som estereofônico muito melhor. O paciente ouve e tem uma qualidade sonora muito boa”, disse.

Fonte: Revista Época Negócios


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